<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9064760038608857784</id><updated>2012-02-16T12:42:29.053Z</updated><title type='text'>sintonizartes</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sintonizartes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sintonizartes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>bruno sousa villar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5w44qpn1HI/SXYjNz7l-nI/AAAAAAAAASw/xojFz2Uqb2w/S220/flowerchucker.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9064760038608857784.post-2773340112324559169</id><published>2009-01-12T21:27:00.009Z</published><updated>2009-01-16T21:33:49.416Z</updated><title type='text'>Cesare Pavese - A mania da solidão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__5w44qpn1HI/SWu4hGC3luI/AAAAAAAAARk/tm71I0ae2I4/s1600-h/Pavese.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 284px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__5w44qpn1HI/SWu4hGC3luI/AAAAAAAAARk/tm71I0ae2I4/s400/Pavese.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290525065974617826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Virá a morte e terá os teus olhos / esta morte que nos acompanha/ da manhã à noite, insone,/ surda, como um velho remorso/ ou um vício absurdo (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim começou Cesare Pavese o poema-título de Virá a morte e terá os teus olhos, obra formada de poemas breves, inspirados no amor infeliz do poeta pela actriz norte americana Constance Dowling e a ela dedicados; actriz que quando informada da morte do escritor, perguntou "Era escritor?". No ano transacto comemorou-se, por via de iniciativas de vária ordem, um pouco por todo o lado literato, blogosfera nacional incluída, através de não só mas sobretudo do excelente esforço de divulgação por Pedro Mexia , o centenário sobre a morte do poeta nado na província de Langhe, Santo Stefano Belbo, em Turim. O livro de que foram extraídos estes versos ficou mundialmente conhecido e aclamado como um dos grandes livros da poesia do século. XX, com o título &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lavorare Stanca&lt;/span&gt; ( &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trabalhar Cansa&lt;/span&gt;). Um título que foi justamente considerado por muitos um dos mais marcantes do escritor italiano. No entanto, a maioria dos seus leitores desconhece um detalhe que se lhe prende. O facto de, na madrugada de um dia em Fevereiro de 1936 em que foi impresso, o tipógrafo, que trabalhava sem ir a casa há três dias, mudou o título decidido por Pavese , &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morrer Cansa&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Morire Stanca&lt;/span&gt;), para&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Trabalhar Cansa&lt;/span&gt; ( &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lavorare Stanca&lt;/span&gt;). O escritor, recuperando de uma tremenda gripe, só observou o erro depois de toda a edição estar impressa e já se encontrar disponível comercialmente em algumas livrarias.  É espantoso notar como um simples título pode construir todo um corpo poético único- foi o que a versão mudada fez por Cesare Pavese, firmando-o poeta ímpar e inquietante no panorama das letras italianas do século XX.  Pavese foi sobretudo conhecido por este volume - apesar de à época do lançamento, não ser um anónimo no mundo literário italiano, à conta de ensaios sobre poesia norte-americana - e pelo seu diário &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ofício de Viver&lt;/span&gt; - considerado fechado pelo autor cerca de uma semana antes da morte, e por ele próprio assinalado pelas balizas cronológicas 1935-1950, constitui, assim, a evidência da trágica decisão consciente e antecipadamente tomada - , novamente tal como o título anterior ligando atenção com o esforço no acto da escrita) . Cesare Pavese (1908-1950) nasceu em Santo Stefano Belbo, vivendo depois em Turim, onde estudou e se formou em letras. Tendo se dedicado ao ensino, trabalhou também na editora Einaudi, da qual se tornaria o principal colaborador. Nos seus livros a ideia mítica da infância e a nostalgia das colinas e das pessoas do Piemonte natal, servem de contraponto à sua solidão e ao sentido do vazio da existência, que, talvez associados também ao fracasso das suas relações amorosas, acabam por o conduzir ao suicídio em 1950, quando tinha apenas 42 anos. Além de poesia ( &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trabalhar Cansa &lt;/span&gt;, 1936), escreveu vários romances, - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Camarada&lt;/span&gt; (1947), distinguido com o prémio Salento; &lt;span style="font-style: italic;"&gt; La bella estate &lt;/span&gt;(1949) arrecadando o importante Strega; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Lua e as Fogueiras&lt;/span&gt; (1950),  considerado a sua melhor obra - e livros de contos, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Férias de Agosto&lt;/span&gt; (1946).&lt;br /&gt;Em Portugal estão editados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trabalhar Cansa&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Livros Cotovia&lt;/span&gt; ; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ofício de Viver&lt;/span&gt; , Relógio d´Água; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diálogos com Leucó&lt;/span&gt;, Assírio &amp;amp; Alvim; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Férias de Agosto&lt;/span&gt;, Edições Quasi.&lt;br /&gt;Em Itália , a editora Einaudi, casa onde Pavese trabalhou alguns anos, publicou um volume de cartas de trabalho a colegas da Einaudi e a escritores.&lt;br /&gt;A literatura de Pavese está ensopada de reflexões sobre a solidão, mas também acerca da família, sexo, amor e, principalmente, morte. O seu diário é espelho do lado trágico da vida que sempre perseguiu. Definiu o suicídio como um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homicídio tímido &lt;/span&gt;mas isso não o travou de dar-se à morte por meio de barbitúricos, aos 41 anos, num quarto de hotel de Turim.&lt;br /&gt;Deixo-vos um vislumbre da Ars Poetica Pavesiana :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Mania da Solidão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um jantar frugal junto à clara janela,&lt;br /&gt;Na sala já está escuro mas ainda se vê o céu.&lt;br /&gt;Se saísse, as ruas tranquilas deixar-me-iam&lt;br /&gt;ao fim de pouco tempo em pleno campo.&lt;br /&gt;Como e observo o céu — quem sabe quantas mulheres&lt;br /&gt;estão a comer a esta hora — o meu corpo está tranquilo;&lt;br /&gt;o trabalho atordoa o meu corpo e também as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, depois do jantar, as estrelas virão tocar&lt;br /&gt;a terra na ancha planura. As estrelas são vivas,&lt;br /&gt;mas não valem estas cerejas que como sozinho.&lt;br /&gt;Vejo o céu, mas sei que entre os tectos de ferrugem&lt;br /&gt;brilha já alguma luz e que, por baixo, há ruídos.&lt;br /&gt;Um grande golo e o meu corpo saboreia a vida&lt;br /&gt;das árvores e dos rios e sente-se desprendido de tudo.&lt;br /&gt;Basta um pouco de silêncio e as coisas imobilizam-se&lt;br /&gt;no seu verdadeiro sítio, como o meu corpo imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada coisa está isolada ante os meus sentidos,&lt;br /&gt;que a aceita impassível: um cicio de silêncio.&lt;br /&gt;Cada coisa na escuridão posso sabê-la,&lt;br /&gt;como sei que o meu sangue circula nas veias.&lt;br /&gt;A planura é água que escorre entre a erva,&lt;br /&gt;um jantar de todas as coisas. Cada planta e cada pedra&lt;br /&gt;vivem imóveis. Escuto os alimentos e eles alimentam-me as veias&lt;br /&gt;com todas as coisas que vivem nesta planura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite importa pouco. O rectângulo de céu&lt;br /&gt;sussurra-me todos os fragores e uma estrela miúda&lt;br /&gt;debate-se no vazio, longe dos alimentos,&lt;br /&gt;das casas, distinta. Não se basta a si mesma&lt;br /&gt;e precisa de muitas companheiras. Aqui no escuro, sozinho,&lt;br /&gt;o meu corpo está tranquilo e sente-se soberano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Cesare Pavese, in 'Trabalhar Cansa'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Tradução de Carlos Leite,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Livros Cotovia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9064760038608857784-2773340112324559169?l=sintonizartes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sintonizartes.blogspot.com/feeds/2773340112324559169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9064760038608857784&amp;postID=2773340112324559169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/2773340112324559169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/2773340112324559169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sintonizartes.blogspot.com/2009/01/cesare-pavese-mania-da-solido.html' title='Cesare Pavese - A mania da solidão'/><author><name>bruno sousa villar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5w44qpn1HI/SXYjNz7l-nI/AAAAAAAAASw/xojFz2Uqb2w/S220/flowerchucker.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__5w44qpn1HI/SWu4hGC3luI/AAAAAAAAARk/tm71I0ae2I4/s72-c/Pavese.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9064760038608857784.post-1083140846710574337</id><published>2008-09-09T01:17:00.004+01:00</published><updated>2008-09-14T02:40:16.717+01:00</updated><title type='text'>Henrik Ibsen, porque Shakespeare está muito longe</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Quem diz que gosta de ir ao teatro e nunca viu em cena uma peça de Henrik Ibsen, está claramente a rematar ao poste no que diz respeito às Artes do Espectáculo. Independentemente da importância de que se reveste o dramaturgo norueguês, por ser considerado o “pai” do teatro moderno, a verdade é que, mesmo que tal não funcionasse desta forma, o seu nome seria indubitavelmente uma referência no teatro. Na verdade, dificilmente encontramos textos tão ricos, complexos e cruelmente nus como os que compõem a obra de Ibsen.&lt;br /&gt;Assim, partilho convosco duas peças de Ibsen (mas sem estragar as surpresas), &lt;em&gt;A Casa da Boneca&lt;/em&gt; (1879) e &lt;em&gt;Hedda Gabler&lt;/em&gt; (1890) – retratos fiéis da posição da mulher num mundo criado por e para homens. Feminista? Nada disso, pelo contrário. Ibsen descreve de modo realista o funcionamento de uma família no seio de uma sociedade moralista, onde a família e o casamento não surgem como valores, mas como imposições (isto sem nunca mostrar simpatia pelas protagonistas). Mas estes são apenas os pontos de partida. Na verdade, o que Ibsen explora é a consciência e a personalidade de cada um, recorrendo a duas mulheres distintas – Nora (&lt;em&gt;A Casa da Boneca&lt;/em&gt;), a mãe de família e ingénua; e Hedda (&lt;em&gt;Hedda Gabler&lt;/em&gt;), emocionalmente estéril e manipuladora. Embora as acções sejam conduzidas de forma cuidada e distinta (porque os desfechos são opostos), as duas peças acabam por reflectir o desejo do indivíduo se encontrar a si mesmo e da consciência e poder de decisão de cada um.&lt;br /&gt;Ibsen encerra as peças de um modo inversamente curioso: em &lt;em&gt;A Casa da Boneca&lt;/em&gt;, a porta fecha-se, significando que um mundo novo se abre para Nora. Em &lt;em&gt;Hedda Gabler&lt;/em&gt;, uma cortina abre-se para revelar o trágico destino de Hedda, um mundo que já não existe.&lt;br /&gt;As peças terminam sem morais, porque é assim que Ibsen vê as coisas, e não será assim que elas são mesmo? O corte com a moral vitoriana do século XIX permitiu a Ibsen explorar dramas psicológicos mais intensos, sem chegar necessariamente a uma conclusão, tornando-se quase existencialista (característica que Tchekhov, sob a influência de Ibsen vai explorar de forma mais aguçada), lembrando sempre que o passado tem um peso determinante nas nossas acções.&lt;br /&gt;A linguagem fria, própria do Norte, adorna as suas peças de um poder linguístico que me parece só ressuscitado pelo teatro contemporâneo. Merece o nosso respeito, merece ser lido se não puder ser visto em palco. É o autor mais representado a seguir a Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma descoberta inicial, recomendo um dos quatro volumes dedicados a Ibsen, publicados pela Cotovia. Esses ou as &lt;em&gt;Four Major Plays&lt;/em&gt;, da Oxford University Press, que inclui &lt;em&gt;A Casa da Boneca&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Espectros&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Hedda Gabler&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Construtor Solness&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9064760038608857784-1083140846710574337?l=sintonizartes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sintonizartes.blogspot.com/feeds/1083140846710574337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9064760038608857784&amp;postID=1083140846710574337' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/1083140846710574337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/1083140846710574337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sintonizartes.blogspot.com/2008/09/henrik-ibsen-porque-shakespeare-est.html' title='Henrik Ibsen, porque Shakespeare está muito longe'/><author><name>susana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Eo9fqb9GvpY/S1Z6jvPtIoI/AAAAAAAAAJw/61XUdBAeNQA/S220/instante+cedido.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9064760038608857784.post-2585227353746761752</id><published>2008-09-07T22:26:00.052+01:00</published><updated>2008-09-09T01:25:08.329+01:00</updated><title type='text'>Max Richter - As Casas da Partida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prestes a ser lançado&lt;span style="font-style: italic;"&gt; 24 postcards in full colour&lt;/span&gt;, onde o compositor alemão (a viver no Reino Unido) , compõe vinte e quatro miniaturas musicais para&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ringtones&lt;/span&gt;, uma vez mais adensando a exploração da ideia-base da sua visão " provocar o máximo de sensações com o mínimo de sons possíveis" , Max assegura ser dos compositores de música clássica contemporânea mais rebeldes e visionários, numa discografia recheada de momentos de rara e comovente beleza e competência, em que se promove o encontro perfeito entre a memória e o futuro, entre a música clássica e os microrganismos digitais mais vanguardistas, baptizando esse olhar singular de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post-classical&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;A escutar o início da viagem , &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memoryhouse&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; 2003&lt;/span&gt; ; depois &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Songs from the Blue Notebooks&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;2004&lt;/span&gt; , no qual a actriz Tilda Swinton (presente n´&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A Praia&lt;/span&gt; , &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vanilla Sky &lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Constantine&lt;/span&gt;) , lê passagens de textos de Franz Kafka e Czeslaw Milosz sob delicadas melodias para piano e violinos, debaixo do barulho incessante de uma máquina de escrever; parando em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Songs from Before&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; 2006&lt;/span&gt;, onde o prodigioso Robert Wyatt narra passagens de Haruki Murakami.&lt;br /&gt;A Max, ouvinte devoto de Steve reich, Brian Eno, Arvo Part, Philip Glass, mas também de Autechre, Mogwai, entre outros, interessa a ponte entre a tradição e a visão futurista, a imagem literária e a imagem cinematográfica. Escutado cada trabalho, conclui-se que há um filme encravado em cada apontamento sonoro .&lt;br /&gt;Mudando-se ainda jovem com a família, do país natal para terras de sua majestade, iniciou-se, por influência familiar, no estudo e na prática dos grandes vultos da música erudita, estudou em Itália composição com Luciano Berio e co-fundou Piano-Circus, a princípio com o único propósito de tocar peças de Reich, Part etc, numa galeria de arte, propósito que se estendeu por 10 anos de carreira. Trabalhou também com os Future Sound of London no disco Dead Cities e com Izness.&lt;br /&gt;Ao longo da sua actividade discográfica e trabalhos para outras áreas do pensamento artístico&lt;br /&gt;(cinema, ballet), o compositor/programador/produtor (colaborou com Vashti Bunyan no retorno discográfico da cantautora londrina de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Just Another Diammond Day&lt;/span&gt;, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lookaftering&lt;/span&gt;, de 2005) tem lenta e pacientemente desmontado o preconceito ainda resistente entre o academismo da suas referências iniciais e as sonoridades left-field mais estimulantes. Serve como sublinhado o mais recente 24... em que o músico aborda o mundo cerebral e descartável dos telemóveis com uma sensiblidade antiga pontuada por miniaturas de paisagens sonoras cinemáticas, fazendo uso de instrumentos clássicos e sombras maquinais, em que um narrador conta a história de uma viagem por 24 cidades em formato postal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Saber mais&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; :&lt;div style="text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.maxrichter.com/"&gt;http://www.maxrichter.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/maxrichtermusic"&gt;http://www.myspace.com/maxrichtermusic&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);" align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.lastfm.com.br/music/Max+Richter"&gt;http://www.lastfm.com.br/music/Max+Richter&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9064760038608857784-2585227353746761752?l=sintonizartes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sintonizartes.blogspot.com/feeds/2585227353746761752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9064760038608857784&amp;postID=2585227353746761752' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/2585227353746761752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/2585227353746761752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sintonizartes.blogspot.com/2008/09/max-richter-as-casas-da-partida.html' title='Max Richter - As Casas da Partida'/><author><name>bruno sousa villar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5w44qpn1HI/SXYjNz7l-nI/AAAAAAAAASw/xojFz2Uqb2w/S220/flowerchucker.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9064760038608857784.post-564470289845532759</id><published>2008-09-06T00:51:00.001+01:00</published><updated>2008-09-06T10:41:38.131+01:00</updated><title type='text'>Ela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Stella. 24 anos. Finalista de Estudos Artísticos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obcecada pela Tabela Periódica dos Elementos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E por caixas e postais. E por manuscritos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Expressionismo Abstracto é o movimento de eleição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jackson Pollock, o pintor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;António Lobo Antunes, o escritor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Marina Abramović, a performer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Polly Chandler, a fotógrafa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Wong Kar-Wai, o realizador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tool, a banda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E centenas de artistas com que esbarro todos os dias. Tenho os olhos abertos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9064760038608857784-564470289845532759?l=sintonizartes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sintonizartes.blogspot.com/feeds/564470289845532759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9064760038608857784&amp;postID=564470289845532759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/564470289845532759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/564470289845532759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sintonizartes.blogspot.com/2008/09/ela_05.html' title='Ela'/><author><name>susana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_Eo9fqb9GvpY/S1Z6jvPtIoI/AAAAAAAAAJw/61XUdBAeNQA/S220/instante+cedido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9064760038608857784.post-3307397703903396427</id><published>2008-09-05T23:31:00.003+01:00</published><updated>2008-09-07T17:26:34.766+01:00</updated><title type='text'>Ele</title><content type='html'>Ele . 30 anos . Futuro tradutor . Obcecado por matrioshkas.&lt;br /&gt;E também por mochos e poetas.&lt;br /&gt;Não sente preferência por nenhuma escola artística.&lt;br /&gt;Fitas,  Tarkovsky.&lt;br /&gt;Telas, Egon Schiele.&lt;br /&gt;Ficções, Franz Kafka.&lt;br /&gt;Poesias, Sebastião Alba.&lt;br /&gt;Fotografias, André Kertész.&lt;br /&gt;Esculturas , Giacometti.&lt;br /&gt;Músicas , Tom Waits.&lt;br /&gt;Movido por uma curiosidade indomável.&lt;br /&gt;Mudo de casa todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9064760038608857784-3307397703903396427?l=sintonizartes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sintonizartes.blogspot.com/feeds/3307397703903396427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9064760038608857784&amp;postID=3307397703903396427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/3307397703903396427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9064760038608857784/posts/default/3307397703903396427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sintonizartes.blogspot.com/2008/09/ele.html' title='Ele'/><author><name>bruno sousa villar</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/__5w44qpn1HI/SXYjNz7l-nI/AAAAAAAAASw/xojFz2Uqb2w/S220/flowerchucker.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
